São Paulo, 10 de outubro de 2008 (Standard & Poor’s) A Standard & Poor’s Ratings Services rebaixou hoje os ratings de crédito corporativo de longo prazo atribuídos à empresa de açúcar e álcool Cosan Ltd. e de sua subsidiária brasileira Cosan S/A Indústria e Comércio (aqui denominadas conjuntamente “Cosan”), de ‘BB’ para ‘BB-’. Também removemos os ratings da listagem CreditWatch com implicações negativas, na qual foram colocados em 24 de abril de 2008.
A Standard & Poor’s também rebaixou, de ‘BB’ para ‘BB-’, os ratings atribuídos às notas da Cosan S.A. e de suas subsidiárias. A perspectiva dos ratings de emissor é estável.
“As ações de rating e a resolução do CreditWatch seguem-se à nossa revisão dos desempenhos financeiro e de negócios da Cosan esperados para a atual e a próxima safra de cana-de-açúcar, bem como a aquisição de novos negócios”, disse o analista de crédito da Standard & Poor’s Reginaldo Takara. “Nossa análise foi realizada considerando a desaceleração econômica global e seus efeitos na atividade econômica doméstica, bem como as condições no mercado de crédito”.
Embora a empresa deva se beneficiar dos efeitos da atual recente depreciação do Real sobre suas receitas de exportação, esperamos que a rentabilidade e os fluxos de caixa da Cosan permaneçam voláteis. Com alavancagem incremental usada para financiar aquisições e considerando-se o já considerável volume de dívida bruta da empresa, as métricas de crédito deverão permanecer de certa forma deprimidas.
A Cosan já contratou uma linha de crédito para financiar parte da aquisição das operações de distribuição de combustível da ExxonMobil International Holdings B.V. no Brasil (Esso Brasileira de Petróleo Ltda.; Esso). Embora esses ativos devam aumentar os fluxos de caixa, somando-se aos das operações de etanol e açúcar da Cosan, a aquisição também gera alguns riscos de integração.
Os ratings da Cosan Ltd. e da Cosan S.A. refletem o endividamento significativo dessas empresas, com estimativa de aumento da dívida total após a conclusão da aquisição da Esso; e os riscos inerentes à natureza de commodity dos negócios de açúcar e etanol. Tais riscos abrangem preços e margens altamente voláteis, a forte sazonalidade dos resultados e do fluxo de caixa; amplas oscilações de capital de giro durante o período da safra; e as grandes barreiras comerciais e as medidas de proteção impostas por vários dos principais mercados de açúcar.
Esses riscos são parcialmente atenuados pelas vantagens de custo da Cosan na produção de açúcar e etanol, graças ao clima favorável no Brasil, aos ganhos de escala e à eficiência logística e operacional; pela crescente diversificação de negócios à medida que as operações de distribuição de combustível são incorporadas na carteira da empresa; e pela sua forte liquidez, refletida em altas reservas de caixa e baixos vencimentos de dívidas no médio prazo.
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