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Standard & Poor's altera a perspectiva da AutoBan para positiva; ratings reafirmados

Data de Publicação:    Aug 29, 2008 00:00 America/Sao_Paulo
Juliana Gallo, São Paulo (55) 11 3039-9728, juliana_gallo@standardandpoors.com
Marcelo Costa, São Paulo (55) 11 3039-9731, marcelo_costa@standardandpoors.com


São Paulo, 29 de agosto de 2008 (Standard & Poor’s) – A Standard & Poor’s Ratings Services reafirmou hoje o rating ‘brAA’ na Escala Nacional Brasil atribuído à 1ª emissão de debêntures da Concessionária do Sistema Anhanguera-Bandeirantes S.A. (Autoban). Ao mesmo tempo, a Standard & Poor’s alterou a perspectiva do rating de emissão de estável para positiva.

A revisão da perspectiva do rating de emissão para positiva reflete nossa opinião de que mesmo diante de investimentos adicionais do Projeto Anhanguera, o Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo da AutoBan ultrapassará 1,7x até 2014, de acordo com os nossos cálculos, contra a expectativa inicial de 1,4x. Essa melhora ocorrerá graças ao aumento substancial de 9% no tráfego das rodovias no primeiro semestre de 2008 e ao reajuste tarifário aplicado em julho de 2008 de 11,4%, o qual terá reflexo nas demonstrações financeiras da concessionária a partir dos resultados do terceiro trimestre deste ano.

O rating da AutoBan também é sustentado pela sua forte estrutura de garantias proporcionada aos debenturistas – pari passu ao financiamento com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES; ‘BBB-/Estável/--’ em moeda estrangeira e ‘BBB+/Estável/--’ em moeda local); e pelo forte e estável fluxo de caixa livre da concessionária proveniente de suas operações. O nível de alavancagem da empresa é adequado para a sua categoria de rating, mesmo considerando-se uma dívida adicional de aproximadamente R$ 230 milhões para novos investimentos nos próximos três anos. A empresa também se beneficia de sua localização estratégica no Estado de São Paulo, o qual possui um longo histórico de forte volume de tráfego. Esses fatores positivos são parcialmente compensados pelas incertezas quanto à intensificação de investimentos adicionais além do Projeto Anhanguera em parceria com o governo ou prefeitura de São Paulo que ainda não são conhecidos, e que poderá levar os índices de ICSDs (mínimo e médio) para níveis não satisfatórios à categoria de rating durante o prazo das debêntures, mesmo havendo o reequilíbrio econômico e financeiro do contrato de concessão; e pelo risco político intrínseco a qualquer concessão do setor de rodovias.

A AutoBAn já concluiu sua principal necessidade de investimento nos primeiros cinco anos da concessão e, desde o ano passado, a concessionária iniciou uma nova etapa de investimentos na Rodovia Anhangüera (Complexo Anhangüera). Parte desses investimentos adicionais, assim como outros realizados extraordinariamente ao longo dos anos, foi reconhecida pelo Poder Concedente, mediante a prorrogação do prazo da concessão pelo aditivo nº16/06 para 31 de dezembro de 2026, cujo objetivo foi restabelecer o equilíbrio econômico financeiro do contrato de concessão.

O projeto do Complexo Anhangüera prevê investimentos de cerca de R$ 350 milhões, que se espera solucionem os problemas de congestionamentos nas principais saídas da Rodovia Anhangüera (SP-330). O Complexo compreende um conjunto de obras que criará novos acessos, a construção de viadutos, pontes, faixas adicionais, pistas marginais e passarelas para o sistema viário. Após a conclusão das obras, em 2010, haverá a reordenação do trânsito, a redução do tempo de viagem e o desenvolvimento socioeconômico da região.

As obras serão parcialmente financiadas pelo BNDES e o restante com os recursos da própria concessionária. E mesmo considerando-se esses investimentos adicionais nos próximos anos, o ICSD será forte (em torno de 1,85x).

 

Liquidez
A AutoBAn apresenta uma posição de caixa moderada, a qual é compatível com a característica de suas operações e da estratégia do acionista de manter um volume de caixa entre R$ 30 e R$ 50 milhões, pois o fluxo de caixa livre da concessionária será distribuído na forma de dividendos quase que integralmente à CCR. Essa distribuição de dividendos só ocorrerá se forem cumpridas todas as obrigações financeiras e não financeiras da AutoBan, e atingidos os índices financeiros estabelecidos em seus contratos de financiamentos.

Esperamos que para os próximos três anos, a concessionária apresente uma geração de caixa média proveniente de suas operações de cerca de R$ 420 milhões, o que é compatível com a média de R$ 230 milhões do serviço da dívida, atingindo um ICSD médio de 1,85x.

Em junho de 2008, a concessionária apresentou um fluxo de caixa livre de R$ 160 milhões após investimentos e pagamento de impostos, e honrou obrigações financeiras da ordem de R$ 85 milhões, atingindo um ICSD de cerca de 1,9x.

Perspectiva
A perspectiva positiva do rating reflete nossa expectativa de que o rating poderá ser elevado no curto prazo, se após a conclusão do Projeto Anhanguera, a AutoBan continuar apresentando níveis projetados de ICSD de no mínimo 2x. Por outro lado, poderemos rebaixar os ratings ou revisar a perspectiva negativamente se houver uma piora no ICSD mínimo abaixo de 1,3 x, como resultado de investimentos e alavancagem adicionais; ou mediante uma queda prolongada no volume de tráfego nas rodovias do setor; ou ainda alguma interferência por parte do órgão regulador ou do governo que impedisse o reajuste tarifário.